terça-feira, 22 de maio de 2012

ARREBENTAMENTO



Um dia ela me ligou - "oi" - ela disse  - oi - eu disse todo tremulo, ela disse que queria me ver, fui até onde ela estava, quase correndo, tanto que cheguei meio suado e fedendo, entrei na livraria e a vi entre livros empoeirados, por um momento fiquei em dúvida se meu coração batia demais ou se tinha parado, fui até ela e disse - olá - ela sorriu, exitei em me aproximar mais, a aliança dela me cegava, me perfurava, vil metal, com o sangue correndo a todo vapor beijei-a no rosto. Conversamos um pouco, ali entre livros e decidimos ir a minha casa, que na época ainda era no centro, morava em um cubículo que mal cabia minha cama, o apartamento ainda era habitado por mais cinco pessoas, todos homens, estudantes que passavam o tempo torrando a grana dos pais em festas intermináveis. Ela entrou e fiquei um tempo a contempla-la, buscava entender por que amava aquele ser, ela tinha cabelos louramente pintados, era possível ver que ela gastava um tanto substancial de dinheiro na manutenção de sua aparência. Ela começou a falar das angustias e alegrias de sua vida socialmente perfeita, eu a ouvi e falei um pouco de mim. Quando já estava próximo de sua volta ao seio familiar eu a abracei, nos beijamos, era algo que queria a tanto tempo, nossa, como sua rosa boca tinha gosto e textura deliciosas, era bem como me lembrava, minha vontade foi de rasgar suas roupas e penetrar em todos os seus orifícios e vê-la gozar até seu corpo se contorcer. Disse que a amava - "eu te amo" - ela me disse. Mas ela foi embora, não sem antes dizer que poderia nunca mais entrar em contato. Fiquei olhado ela ir embora balançando de forma graciosamente desastrada aquele rabo delicioso dentro do jeans.
Quando a vi soube que tinha que tomar uma decisão, estava em cima de um prédio, eu só tinha duas opções, saltar ou voltar, saltei, na queda livre que são as emoções, disposto a ter que recuperar do arrebentamento resultante.
Durante alguns meses ela me fez visitas com certa regularidade, fazíamos um sexo delicioso, ela me dizia que eu era o melhor sexo da vida dela, ela fica linda se contorcendo no ato. Conversávamos longamente quase todos os dias, sobre nós mesmos, nossas vidas, discutíamos diversas ideias e conceitos e riamos muito, como crianças. Mas eu sabia que essa alegria seria curta porque essa relação é imoral, pois é uma relação que tem como base algo que não é externo a nós mesmos, uma alegria pela qual ninguém pagou em moeda corrente, ninguém tem esse direito de sentir-se bem sem o dinheiro, sem o status, sem o conforto. Colocado nesses termos, o que nos moveu emanava apenas dos nossos corpos e de nossas ideias, tanto que a maior parte do nosso tempo juntos estávamos nus e conversando.
Quando o dia da despedida chegou, eu estava disposto a agredir essa mulher, desejava estuprar aqueles ouvidos, tinha que ser pessoalmente, não por telefone como ela queria naquela noite fria. Queria olhar nos olhos dela e dizer que ela é uma putinha, uma lagosta que um velho paga, come e não questiona se e a lagosta gosta dele ou não, um quadro, um belíssimo ornamento para se colocar na sala, queria dizer o quanto ela é fraca, incapaz de estar nesse mundo por si, mesmo cheia de predicados, uma inútil que se não fosse aquela buceta rosa ela não existiria como ela é hoje. Queria dizer que ela é uma traidora, que felizmente eu não sou o marido dela, o traído, porque prefiro amar uma mulher e não te-la do que ter uma mulher que quer a outros, claro não devo ser ingenuo e pesar que sou o único. Que ela merece toda essa vida, não eu, pois fachada não é meu modo de vida, com dedo em riste queria apontar aquele esteriótipo que ela vive e é.
Mas quando eu abri o portão, eu perdi. De frente para ela eu só vejo alguém que amo, que também me ama e que assim como eu também ama o mundo, quer o mundo e vai ter o mundo não importa o preço. Então eu entreguei meu amor para o mundo, pois eu vi que o amor é algo de uma natureza diferente, ele existe indiferente as barreiras geográficas e sociais, talvez, até  a importante união dos corpos. O desconforto causado pela ausência de quem se deseja é uma forma de viver o amor, isso parece absurdo, mas, o amor existe mesmo quando o outro se vai, não há nada a se fazer, se um dia revê-la provavelmente será a mesma coisa, meu corpo ira falar, me denunciando no delito de amar, de graça. Deixei ela ir, fui com ela até o portão, nos beijamos, meu coração estava ali, ela se foi, rebolando dentro jeans. Quando fechei o portão tinha a certeza de ter alcancado o chão, a queda livre tinha acabado, o salto foi bom de novo, me arrebentou de novo, a dor em meu coração era o sinal de minha perturbação. Enlouquecido liguei para Lorena, precisava de consolo, ela me veio a mente porque eu tava afim de fuder tudo, estravazar, fazer sacanagens, ela faz um sexo louco, goza até chorar e fica linda chamando meu nome e dizendo "pila não, pila não". Nos embriagamos, bebi muito conhaque, mas la pelas tantas da madrugada Lorena enlouquece, me bate na cara, ela sempre foi descontrolada quando bebe, mas passou dos limites, paguei a conta, e ela ficou mais nervosa ainda porque eu quis deixa-la sozinha no bar e ela não tinha lugar onde passar a noite, já que estava na cidade apenas por minha causa. Fomos para minha casa, comemos uma omelete, não quis mais transar, estava irritado, ela dormiu no desconfortável sofá da sala junto com cadela da casa. Assim que saiu, logo pela manha, Ana me liga, dizendo estar próximo de minha casa fazendo um curso e que estava querendo me ver, disse que viesse, ela entrou pois encontrou o portão aberto, chegou no meu quarto, eu estava deitado, pois ainda fazia frio, ela tirou sua roupa, aninhou-se e eu disse: quero comer o seu cú, ela olhou para traz e empinou sua bundinha, estava com raiva, esfolei seu rabo até a exaustão, depois dela exaurida gozei em sua boca. Nenhuma fuga tirou um pouco da dor, mesmo assim continuei a beber, minhas atividades aqui não tem sentido, saio de cena agora, de novo, decidido a não voltar enquanto ela permanecer na cidade ou até o tempo curar as feridas da queda.

domingo, 9 de outubro de 2011

Até amanhã



Já tinha certo tempo que não escrevia, tinha pensado na possibilidade de se passar um ano e ver como as coisas tinham mudado para que eu pudesse escrever em outra perspectiva. Realmente algumas coisas mudaram, mas, não vejo solução para mim a não ser escrever um pouco. Hoje é um dia especialmente dolorido, tem dias assim, que tem cara de dor e o sol se movimenta, o dia vem, e se confirma, não deveria ter saído da cama seu estúpido. 
Não é a comedia da vida privada, é a privada da vida acontecendo. Sempre se é responsável pelo que acontece ao seu redor, sou mais católico eu acho, prefiro a expressão culpado. Culpa é pesado demais, acadêmicos odeiam essa palavra, os poetas nem sei, mas eu gosto de seu peso, gosto da verdade a que ela remete, cada um faz o que lhe acontece, isso e simples. 
Hoje acordei de ressaca do rum de ontem, o mal estar não foi nada, o cheiro de cigarros do meu quarto e o atulhamento de coisas, livros, roupas, maços vazios de cigarros, garrafas, copos, meu contrabaixo, tudo isso não me deixava movimentar, fiz o que tinha que ser feito, bebi água, urinei e voltei a dormir. Acordei com uma fome animal, comi pão dormido e decidi arrumar meu quarto, me senti solitário e resolvi ligar para a Branca, queria companhia, mas também queria o que ela me traz, cigarros, comida, sexo e mais o que vem no pacote de uma amizade ultramoderna.
Liguei para ela, a cobrar claro, ela retornou, convidei-a para vir para minha casa, quarto, disse que no centro estava rolando altos movimentos e que a Congada tava bombando, ela disse que viria lá pelas quatro horas da tarde. 
Chegou lá pelas 17:00, foi ao supermercado comprou cigarros, cervejas, algo para comer, refrigerante. Enquanto arrumava o quarto ela se embriagava e comia na cozinha. Depois que arrumei o quarto e tomei banho ela me pediu para ajuda com um trabalho sobre uma lei ambiental qualquer. Ela queria sair, enquanto lia a lei ela veio, me chupou, eu gozei em sua boca. Totalmente relaxado decidimos sair, chovia, mesmo assim encaramos a noite, preparamos um sei lá o que com o resto do rum com um pouco de Coca.
Encontramos varias pessoas, alguns amigos, conversa vai conversa vem, fiquei louco e decidi curtir, bati cabeça no congá até tudo ficar bom.
Branca encontrou um amigo dela, um cara que ela conheceu no trabalho acredito eu. Não me lembro o nome, mas me lembro de ele dizer que eu sou uma pessoa branca. Fiquei razoavelmente ofendido, mas achei melhor não alongar nada. Percebi que a Branca tinha ficado a fim do cara, então sai de perto para não atravancar nada, e nem ficar vendo coisas que não me interessam.
Depois que terminou a Congada, fui para minha casa, o casal ia a frente, quebraram a esquina em uma avenida perto de minha casa, vi todo o movimento mas segui reto. Chegando ao meu prédio, ouço me chamar, sem querer acreditar voltei-me para trás e vejo o casal. Educadamente esperei. Chegamos ao meu prédio, entramos, cedi uma camisa seca ao amigo de Branca e fui preparar um baseado para fumarmos, só que enquanto eu preparava o beck, Branca e o cara começaram a ficar, se tivesse no clima talvez até animasse dar uma de vouyer, mas não animei, também não é muito a minha. Fui para meu quarto, toquei meu baixo por um tempo, mandei-os embora. Acho que fiquei de alguma forma incomodado com tudo, não quero mais ver a Branca, mesmo que ela tenha me dito; até amanhã!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vestibular




Foi uma semana típica, cheia de ressacas, mas isso ocorre com freqüência quando se mora em lugar recheado de bares pés de chinelo freqüentados por travestis, prostitutas, velhas solitárias, todo o tipo de viciados e gente carente. A ressaca de terça ainda me matava na quarta, tive que ir trabalhar, é terrível ter que sair da cama para isso, ônibus, gente mal humorada, fétida e um trabalho de merda que me paga uns poucos reais  a cada vez que engano uma velhinha no interior da Bahia, isso é imoral, mas é assim que são construídas as mega fortunas daqueles vampiros que controlam o setor de telefonia móvel. Nojo. Trabalhei feito um zumbi, fazendo tudo automaticamente, chegando mesmo a dormir enquanto trabalhava, estava morto, tudo que precisava era de um bom aditivo (de preferência destilado) para voltar a ter energia, mas não vendem nada alcoólico nas dependências da empresa por isso me contentei com um café.
Enquanto tomava meu capuccino de 1 real resolvi verificar os resultados do vestibular que prestei em uma universidade federal de merda local, estou acostumado com o ambiente, costumo ir la para assistir alguns shows já que sempre tem música boa e o melhor, é de graça. Lá é recheado de gente que não cabem dentro de si, por causa dos egos maiores que a grande muralha da China. Resultado, consegui ser aprovado para o curso de Filosofia, um curso de segunda linha só feito por gente velha, desocupada, que tiveram péssimo desempenho escolar durante a vida, pessoas pobres que não tiveram grana para escolas e cursinhos particulares e também por alguns playboys que não quiseram dar duro para a engenharia, direito ou medicina, mas gostam de se fazer de intelectuais, ou para comer alguém ou mesmo para ter algum assunto para a mesa do bar.
O maldito Frank, o demônio irlandês do caralho, disse que tinhamos que comemorar isso bebendo, tudo que eu precisava era de uma motivação para encher a cara e curtir a belíssima luz prateada da lua. Estava ainda no trabalho quando Hanna me ligou, não atendi pois onde trabalho não se pode fazer uso dos celulares, mas quando sai liguei para ela para saber que estava acontecendo, ela disse que queria me ver e tomar algumas, nos encontramos no terminal de ônibus e saímos para comprar vodka com meu vale alimentação. Hanna é uma morena gostosa, belos cabelos negros e um rabo capaz de enlouquecer qualquer um.
Compramos a vodka e fomos para o quarto onde moro atualmente pegar suco de laranja para fazer nossos trash's hi-fi's. No quarto, enquanto fumávamos um beck eu transferia suco de um garrafão de 5 litros para uma garrafa de 2 litros de água mineral, aproveitei para mostrar ao Frank os sons que estou curtindo no momento e para Hanna minha coleção de discos do Chico Buarque, enquanto isso o Frank crescia os olhos em meus livros dizendo quais iria levar quando me devolvesse o "Cronicas de um amor louco".
Fomos para rua como três loucos, bebendo em um único copo que antes era uma embalagem de chocolate. Sentamos na praça e ficamos falando sobre assuntos sem importância, como sobre de que forma os punks involuiram até chegar aos coloridos, o comportamento da classe média, música, coisas assim. Quando a garrafa já passava da metade resolvemos dar uma volta pela cidade para ver algumas caras além das nossas e quem sabe pegar algum rock rolando, mas a cidade estava meio morta, paramos em um bar frequentado pela pequena burguesia local, visualizamos o ambiente, o Frank cumprimentou alguns amigos e fomos embora, o Frank para sua casa, Hanna e eu para meu quartinho. Nossa como eu estava bêbado e cansado, mas os olhos cor mel de Hanna tem um feitiço, passamos para o quarto, nem sequer fechamos a porta, ela se despiu e eu vi uma das bundas mais deliciosas de minha vida, passei para cima dela beijando-a, meu pau latejava de tão duro, abri suas pernas e segurei com forca, meti, nossa como a buceta dela é apertada pensei, quando mais eu enfiava mais pressão meu pau sentia, ela se contorcia freneticamente e soltava onomatopéias, me apertava me chamando de gostoso e dizendo que eu era o que ela queria, que meu pau era do tamanho do prazer dela, enorme, foi quando ela me olhou cheia de tesão e disse; "me come de quatro". Virei o corpo dela com forca, abri aquela deliciosa bunda dei um beijo, e soquei meu pau, ela se contorceu mais ainda e fazia expressões de prazer e dor quando meu pau batia na parede de seu útero, eu sentia o cabeção tocar lá, transamos até nos esgotarmos, caí suado em cima dela, e ela não parava de elogiar a experiência, tudo que eu podia fazer era rir.
Como o calor estava demais no quarto saímos para respirar um ar menos viciado, tomar algumas brejas e comer algo para repor as energias. Mal sentei ouço meu nome, era a Agnes me gritando, fui até onde ela estava, ela perguntou que estava rolando, eu disse que era pinga de vestiba, ela nos convidou para mesa dela, nos sentamos, mal meu pão com salada chegou eu sinto um ovo quebrar nos meus dreads, tudo que fiz foi esconder o sandwich, maldita! pensei comigo, mas não disse nada, na seqüência já tinha mais ovos e catchup em cima de mim, levantei tirei minha camisa, olhei para ela balancei meus dreads em sua direção deixando ela cheia de ovo e catchup, ela segurava meu peito tentando me parar e dando deliciosos gritinhos femininos, aquilo me deixou com vontade de come-la, mas no meio da rua não dava. Queria comer meu sandwich mas ela não parava de lançar cerveja em minha boca, me sentia bem com cerva de graça entregue na boca por uma gata. A brincadeira acabou, estávamos todos cansados, Agnes foi embora, e eu acompanhei Hanna até um motoboy para leva-la para casa, voltei para casa caminhando e cantarolando "Filosofia" de Chico Buarque, exausto com cheiro de ovo, tinha que me recolher pois e isso que os vampiros fazem durante o dia.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Acordando

Que dia terrível, acordei fui ao supermercado, um desses de grande rede, nojentos, fui.
Acordei para ter um dia terrível, foi isso.  Sem net, nem joguei, e ainda por cima tinha a Branca para me dizer como me alimentar; beber menos, comer mais, fumar menos, tomar mais água, saco ...
Tive que ir trabalhar, peguei o ônibus, enquanto lia o Uivo do Ginsbesg um filha da puta metia o funk na maior altura dentro do ônibus, será que aquele miserável não sabe a diferença entre público e privado??? Me irritei, me senti um desgraçado, um milho da merda, o ônibus era a merda e eu o milho viajando nos intestinos da cidade, quanto mais gente entrava, pior cheirava aquela porra.
Cheguei no trabalho, seis horas intermináveis para mim ... quem me salvou foi o Frank, esse maldito demônio irlandês quando resolveu tomar uma comigo, alcoólatra que nunca consegue dizer não as cervejas. Maldito!
Tomamos algumas na companhia da deliciosa Agnes, do Paulista e Cia Ltda, decidimos que merecíamos um pouco mais para continuar, então compramos algumas Heinekens e fui para casa.
Não aguentei meu quarto nojento e fétido no qual vivo agora, aquela merda quase me fez vomitar, por isso resolvi ir para a rua, beber com um vadios, bêbados e viciados que povoam o centro dessa porra de cidade. Fui para um bar ao lado de um lugar onde rola sexo ao vivo com  participação do público, ao entrar só rolava música da pior qualidade por isso decidi gastar meus poucos reais em música na junkebox. Bebi o que me foi possível e fui para outro bar bem mais fuleiro, minha sina, esses lugares escatológicos.
Então encontrei meus vizinhos gays no lugar, gente excluída o suficiente para conversar comigo, falei sobre a vida, sentimentos, razões da alma e coisas assim.
Quando eram aproximadamente cinco da manha voltei para casa, bêbado como um verme desses que perambulam pelas cidades, encontrei algo que me mexeu com minha alma e sentimentos... o filha da puta do meu irmão tinha uma filha nos braços, aquilo mexeu com todas as minhas emoções.
Sei que nunca vou ter nada parecido, jamais vou ter alguém em quem olhar e me reconhecer, isso me desumaniza, me torna qualquer coisa menos algo pertencente a raça humana. Chorei feito uma criança, sem pai nem mãe no mundo. Clara é o nome dela, esse ser que me botou em meu lugar. Mal nasceu e já destruiu minha carapaça, bem que podia destruir meus demônios, mas isso e algo que nem Deus pode fazer.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

É sempre na madruga



No dia seguinte nada foi capaz de me mover da cama, uma terrível deprê me invadiu, fiquem em casa o dia todo, melhor no meu quarto, apenas eu meus livros e a escuridão, não fui trabalhar. Fumei alguns cigarros que logo acabaram, mesmo assim não quis sair, mas a falta da nicotina me tirou de casa quando já era noite. Fui a um posto de gasolina comprar cigarros e no meio do caminho encontrei uma gostosa com quem bati um papo raso como geralmente é com esse tipo de beldade que só tem o rabo como atrativo.
Comprei os cigarros, dois maços e voltava para casa com o objetivo de me trancar novamente quando vejo o maldito do Carcamano em festa, ele e um outro psicopata amigo dele desde a infância. Parei e logo ele me lançou uma cerva que bebi com muito gosto pois estava geladíssima, conversamos sobre assuntos banais e  de repente ele resolve ligar para o Paulista para solicitar um pouco de coca para a noite. O contato foi um sucesso e em alguns minutos o Paulista já estava em frente a sua casa com uma pedra gigante de coca, quando olhei imaginei que ninguém cheirava tanto assim, fomos para o quarto cada um deu um tiro pegou uma lata e fomos para a rua falar sobre o que iria rolar na noite.
O amigo psicopata do Carcamano foi para uma festa, o Paulista saiu para pegar uma mina, segundo ele uma negra de molhar as calcas só de se olhar, eu o Carcamano fomos para minha casa dar continuidade a cheiração, o pobre devido a um acidente tinha ficado incomunicavel e estava sem contato com garotas então decidimos ligar para uma que declaradamente se interessava tanto por mim quanto por ele. Em alguns minutos a Branca já estava no portão.
Começamos a cheirar os três e não falavamos nada que mereça algum comentario. Então chegou o Paulista com a negra, May era seu nome, deus como ela era gostosa, fiquei um tempão contemplando aquele rabo e imaginando o quando ele deveria aguentar, dava para ver como ele era durinho devido ao macacão que ela usava que deixava visível suas perigosas curvas. Fiquei ouvindo como ela fazia para manter a bunda com aquela forma e imaginando-a em todas aquelas posições em que se exercita o glúteo.
Me irritei um pouco ao ouvir o que ela dizia sobre um musico local que cantou Garota de Ipanema em ingles para o George W. Bush e ao final se ajoelhou e chorou aos pés desse monstro americano, e de como ele utilizava isso em seu novo DVD em imagens bem tratadas, tenho muito nojo desse cara, por mim ele ficaria branco e se mudaria para os EUA e daria seu cú até o fim da vida para caminhoneiros texanos. 
Faltava um pouco de conhecimento a May por isso lhe expliquei um pouco sobre politica, cultura norte americana, segregação racial e funcionamento da economia da guerra. Enquanto explanava sobre tais assuntos o Paulista me olhava como se eu fosse alguém com alguma inteligência extra e dizia para May - "ele é historiador, formado e pós graduado" - e eu fazia de conta que não tinha ouvido tal comentário e continuava a falar enquanto cheirávamos coca e bebíamos cerva.
O Paulista percebeu que eu falava mais com May do que ele então a levou para o quarto e depois de alguns minutos sairam suados como trabalhadores rurais. Ele veio todo proza me falar sobre os dotes de May, mas eu queria mesmo era cheirar e conversar. 
O Carcamano com seu sorriso de gala tentou e muito comer a Branca, mas não rolou, isso o frustrou deixando-o de mal humor e logo ele foi embora com uma cara de quem acaba de tomar uma dedada no cú. Então após alguns minutos de papo furado Paulista e May foram para o quarto continuar com a meteção e ficamos eu e Branca cheirando e sem assunto, levei-a para meu quarto coloquei um jazz para rolar e ficamos trepando, meu deus como ela gozava, gozou tanto que seu olhos se encheram de lágrimas, perguntei se ela estava bem, ela me sorriu e dizendo que estava muuuuuuuuito bem. Isso me fez lembrar da ultima vez que trepei com uma mulher cheirada, já faz um bom tempo, naquele tempo amava aquela mulher, me lembro que pedia 5 minutos para descansar e ela subindo em cima de mim e dizendo: descanse  ai embaixo, hoje a odeio, nunca pude entender como um sentimento tão bonito pode ser transformado em seu oposto.
E mais uma vez precisava descansar já que estava a 48 horas sem dormir, então coloquei um filme para Branca "Freiras Nuas Com Grandes Armas", ela começou a assistir o filme mas tudo que queria era que eu fosse acordar o traficante para comprar mais coca uma vez que a nossa já estava no fim, disse a ela que não, que o sexo tinha me cansado e precisava dormir, ela prosseguiu cheirando e assistindo o filme, inconformada com o fato de traficantes irem dormir.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Madrugada Estranha

5:41 da manhã é uma hora um tanto estranha para um proletário estar escrevendo, principalmente se passou o dia trabalhando e ainda vai ter que trabalhar mais ainda em algumas horas. O que ocorre é que estou com vontade de escrever porém não há inspiração, Acredito que seja efeito de um terrível filme de nome "Paper Man" (Homem de papel), este nada tem a ver com o filme de Carlos Coimbra, um clássico filme nacional. O filme é sobre um escritor com problemas na criação e que apesar da idade avançada ainda tem a companhia de um amigo imaginário que se veste a la Superman com uma ridícula cueca amarela sobre uma malha azul.
Na verdade hoje foi um dia em que queria ficar solo em minha casa, longe das ruas na madrugada, sem drogas, álcool, apenas eu e minhas projeções furadas para o novo ano. Mas não sei porque sempre que fico quieto as coisas se movimentam até mim. Esse é um dos problemas de ser um tipo de pessoa que só atrai encosto, ou seja, os espíritos humanos mais estranhos e problemáticos de qualquer lugar sempre se juntam a mim com seus problemas e vicios.  
Hoje acordei tarde, pois a noite anterior tinha sido muito longa, não sei se foi o fato de ver uma mulher linda ser assassinada no meu local de trabalho (um shopping) ou talvez fosse puramente insônia.  Bom, quando acordei já tinha um show de rememoração do grunge (estilo musical que marcou o cenário "underground" nos anos 90) para comparecer, mas ainda tinha que trabalhar, quando cheguei lá aquele cenário me fez entrar numa bad trip daquelas, por isso desisti do show e decidi ficar em minha caverna mesmo. Foi nessa hora que o Paulista me ligou dizendo que estava com meu ingresso para o pub, disse a ele que não iria sair de casa, depois de alguma resistência desligou o tel com a velha frase "me liga se mudar de idéia".
Enquanto voltava para casa de ônibus lia o "Vagabundos Iluminados" do Kerouac fascinado com a idéia de subir uma montanha e desce-la aos saltos como o Japhy Ryder, mas sem toda aquela papagaiada zen lunática, na verdade comecei mesmo a esboçar um plano para realizar tal façanha. Cheguei em casa coloquei o jazz para rolar na vitrola e fui para cozinha, preparei um delicioso arroz com vegetais enquanto tomava um vinho barato horrível. Comi tudo o que tinha na panela e voltei ao livro e li avidamente até as 01:00 curtindo vários sons e tomando vinho. Achei que já era hora de procurar a cama, mas o sono não vinha, achei que a melhor solução seria um filme bem vagabundo que só Hollywood é capaz de fazer. Bem no meio do filme sou surpreendido pelo terrível barulho da moto do Paulista invadindo a garagem, ele chegou todo efusivo com algumas cervas e falando sem parar sobre a noite no pub e sobre as gatas que por la desfilavam. De repente ele lança aquele grande pacote de coca sobre o Factótum faz duas carreiras bem grande, da um tiro e me oferece o outro. Pow atirei com ele, alcancei uma cerva e sentamos no sofá ao som do Peeping Tom e começamos a falar de forma bem intensa, articulando idéias sobre os falsos valores e desejos das pessoas que caminham no planeta nesses tempos apocalípticos e de como não se dão conta que foram submetidos a padrões falsos de beleza e obrigados a desejar todo o monte de coisas que logo se tornam inúteis graças a grande capacidade invectiva da indústria e da mídia com seus marqueteiros  criadores de ilusões. A conversa estava fluindo bem, eu sempre fazendo citações de vários autores e o Paulista sempre falando de suas experiências. É sempre uma coisa muito doida ele me olha como seu fosse um desses catedráticos da universidade ou como se eu tivesse algo de diferente, por outro lado admiro demais a forma de como esse maluco viveu suas loucas experiências. Falamos sobre as mulheres de nossas vidas e o Paulista resolveu ir dormir, ele sempre é responsável com o horário de seu trabalho e tudo mais, já eu nem tanto, continuei cheirando uma vez que não consegui dormir, certamente terei um péssimo dia de trabalho mas eu não ligo já que odeio meu trabalho. Dou mais um tiro olho meus livros, discos, os maços de cigarros cheios e vazios, as latas de cerva e decido mudar o som, quero ouvir o Charlie Parker.