quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vestibular




Foi uma semana típica, cheia de ressacas, mas isso ocorre com freqüência quando se mora em lugar recheado de bares pés de chinelo freqüentados por travestis, prostitutas, velhas solitárias, todo o tipo de viciados e gente carente. A ressaca de terça ainda me matava na quarta, tive que ir trabalhar, é terrível ter que sair da cama para isso, ônibus, gente mal humorada, fétida e um trabalho de merda que me paga uns poucos reais  a cada vez que engano uma velhinha no interior da Bahia, isso é imoral, mas é assim que são construídas as mega fortunas daqueles vampiros que controlam o setor de telefonia móvel. Nojo. Trabalhei feito um zumbi, fazendo tudo automaticamente, chegando mesmo a dormir enquanto trabalhava, estava morto, tudo que precisava era de um bom aditivo (de preferência destilado) para voltar a ter energia, mas não vendem nada alcoólico nas dependências da empresa por isso me contentei com um café.
Enquanto tomava meu capuccino de 1 real resolvi verificar os resultados do vestibular que prestei em uma universidade federal de merda local, estou acostumado com o ambiente, costumo ir la para assistir alguns shows já que sempre tem música boa e o melhor, é de graça. Lá é recheado de gente que não cabem dentro de si, por causa dos egos maiores que a grande muralha da China. Resultado, consegui ser aprovado para o curso de Filosofia, um curso de segunda linha só feito por gente velha, desocupada, que tiveram péssimo desempenho escolar durante a vida, pessoas pobres que não tiveram grana para escolas e cursinhos particulares e também por alguns playboys que não quiseram dar duro para a engenharia, direito ou medicina, mas gostam de se fazer de intelectuais, ou para comer alguém ou mesmo para ter algum assunto para a mesa do bar.
O maldito Frank, o demônio irlandês do caralho, disse que tinhamos que comemorar isso bebendo, tudo que eu precisava era de uma motivação para encher a cara e curtir a belíssima luz prateada da lua. Estava ainda no trabalho quando Hanna me ligou, não atendi pois onde trabalho não se pode fazer uso dos celulares, mas quando sai liguei para ela para saber que estava acontecendo, ela disse que queria me ver e tomar algumas, nos encontramos no terminal de ônibus e saímos para comprar vodka com meu vale alimentação. Hanna é uma morena gostosa, belos cabelos negros e um rabo capaz de enlouquecer qualquer um.
Compramos a vodka e fomos para o quarto onde moro atualmente pegar suco de laranja para fazer nossos trash's hi-fi's. No quarto, enquanto fumávamos um beck eu transferia suco de um garrafão de 5 litros para uma garrafa de 2 litros de água mineral, aproveitei para mostrar ao Frank os sons que estou curtindo no momento e para Hanna minha coleção de discos do Chico Buarque, enquanto isso o Frank crescia os olhos em meus livros dizendo quais iria levar quando me devolvesse o "Cronicas de um amor louco".
Fomos para rua como três loucos, bebendo em um único copo que antes era uma embalagem de chocolate. Sentamos na praça e ficamos falando sobre assuntos sem importância, como sobre de que forma os punks involuiram até chegar aos coloridos, o comportamento da classe média, música, coisas assim. Quando a garrafa já passava da metade resolvemos dar uma volta pela cidade para ver algumas caras além das nossas e quem sabe pegar algum rock rolando, mas a cidade estava meio morta, paramos em um bar frequentado pela pequena burguesia local, visualizamos o ambiente, o Frank cumprimentou alguns amigos e fomos embora, o Frank para sua casa, Hanna e eu para meu quartinho. Nossa como eu estava bêbado e cansado, mas os olhos cor mel de Hanna tem um feitiço, passamos para o quarto, nem sequer fechamos a porta, ela se despiu e eu vi uma das bundas mais deliciosas de minha vida, passei para cima dela beijando-a, meu pau latejava de tão duro, abri suas pernas e segurei com forca, meti, nossa como a buceta dela é apertada pensei, quando mais eu enfiava mais pressão meu pau sentia, ela se contorcia freneticamente e soltava onomatopéias, me apertava me chamando de gostoso e dizendo que eu era o que ela queria, que meu pau era do tamanho do prazer dela, enorme, foi quando ela me olhou cheia de tesão e disse; "me come de quatro". Virei o corpo dela com forca, abri aquela deliciosa bunda dei um beijo, e soquei meu pau, ela se contorceu mais ainda e fazia expressões de prazer e dor quando meu pau batia na parede de seu útero, eu sentia o cabeção tocar lá, transamos até nos esgotarmos, caí suado em cima dela, e ela não parava de elogiar a experiência, tudo que eu podia fazer era rir.
Como o calor estava demais no quarto saímos para respirar um ar menos viciado, tomar algumas brejas e comer algo para repor as energias. Mal sentei ouço meu nome, era a Agnes me gritando, fui até onde ela estava, ela perguntou que estava rolando, eu disse que era pinga de vestiba, ela nos convidou para mesa dela, nos sentamos, mal meu pão com salada chegou eu sinto um ovo quebrar nos meus dreads, tudo que fiz foi esconder o sandwich, maldita! pensei comigo, mas não disse nada, na seqüência já tinha mais ovos e catchup em cima de mim, levantei tirei minha camisa, olhei para ela balancei meus dreads em sua direção deixando ela cheia de ovo e catchup, ela segurava meu peito tentando me parar e dando deliciosos gritinhos femininos, aquilo me deixou com vontade de come-la, mas no meio da rua não dava. Queria comer meu sandwich mas ela não parava de lançar cerveja em minha boca, me sentia bem com cerva de graça entregue na boca por uma gata. A brincadeira acabou, estávamos todos cansados, Agnes foi embora, e eu acompanhei Hanna até um motoboy para leva-la para casa, voltei para casa caminhando e cantarolando "Filosofia" de Chico Buarque, exausto com cheiro de ovo, tinha que me recolher pois e isso que os vampiros fazem durante o dia.

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