domingo, 9 de outubro de 2011

Até amanhã



Já tinha certo tempo que não escrevia, tinha pensado na possibilidade de se passar um ano e ver como as coisas tinham mudado para que eu pudesse escrever em outra perspectiva. Realmente algumas coisas mudaram, mas, não vejo solução para mim a não ser escrever um pouco. Hoje é um dia especialmente dolorido, tem dias assim, que tem cara de dor e o sol se movimenta, o dia vem, e se confirma, não deveria ter saído da cama seu estúpido. 
Não é a comedia da vida privada, é a privada da vida acontecendo. Sempre se é responsável pelo que acontece ao seu redor, sou mais católico eu acho, prefiro a expressão culpado. Culpa é pesado demais, acadêmicos odeiam essa palavra, os poetas nem sei, mas eu gosto de seu peso, gosto da verdade a que ela remete, cada um faz o que lhe acontece, isso e simples. 
Hoje acordei de ressaca do rum de ontem, o mal estar não foi nada, o cheiro de cigarros do meu quarto e o atulhamento de coisas, livros, roupas, maços vazios de cigarros, garrafas, copos, meu contrabaixo, tudo isso não me deixava movimentar, fiz o que tinha que ser feito, bebi água, urinei e voltei a dormir. Acordei com uma fome animal, comi pão dormido e decidi arrumar meu quarto, me senti solitário e resolvi ligar para a Branca, queria companhia, mas também queria o que ela me traz, cigarros, comida, sexo e mais o que vem no pacote de uma amizade ultramoderna.
Liguei para ela, a cobrar claro, ela retornou, convidei-a para vir para minha casa, quarto, disse que no centro estava rolando altos movimentos e que a Congada tava bombando, ela disse que viria lá pelas quatro horas da tarde. 
Chegou lá pelas 17:00, foi ao supermercado comprou cigarros, cervejas, algo para comer, refrigerante. Enquanto arrumava o quarto ela se embriagava e comia na cozinha. Depois que arrumei o quarto e tomei banho ela me pediu para ajuda com um trabalho sobre uma lei ambiental qualquer. Ela queria sair, enquanto lia a lei ela veio, me chupou, eu gozei em sua boca. Totalmente relaxado decidimos sair, chovia, mesmo assim encaramos a noite, preparamos um sei lá o que com o resto do rum com um pouco de Coca.
Encontramos varias pessoas, alguns amigos, conversa vai conversa vem, fiquei louco e decidi curtir, bati cabeça no congá até tudo ficar bom.
Branca encontrou um amigo dela, um cara que ela conheceu no trabalho acredito eu. Não me lembro o nome, mas me lembro de ele dizer que eu sou uma pessoa branca. Fiquei razoavelmente ofendido, mas achei melhor não alongar nada. Percebi que a Branca tinha ficado a fim do cara, então sai de perto para não atravancar nada, e nem ficar vendo coisas que não me interessam.
Depois que terminou a Congada, fui para minha casa, o casal ia a frente, quebraram a esquina em uma avenida perto de minha casa, vi todo o movimento mas segui reto. Chegando ao meu prédio, ouço me chamar, sem querer acreditar voltei-me para trás e vejo o casal. Educadamente esperei. Chegamos ao meu prédio, entramos, cedi uma camisa seca ao amigo de Branca e fui preparar um baseado para fumarmos, só que enquanto eu preparava o beck, Branca e o cara começaram a ficar, se tivesse no clima talvez até animasse dar uma de vouyer, mas não animei, também não é muito a minha. Fui para meu quarto, toquei meu baixo por um tempo, mandei-os embora. Acho que fiquei de alguma forma incomodado com tudo, não quero mais ver a Branca, mesmo que ela tenha me dito; até amanhã!